Tenho chorado no meu rancho de caboclo Principalmente quando chega a tardezinha Fico lembrando de um amor que foi embora Também recordo a boa vida que eu tinha
A minha vida era mesmo um mar de rosas Mas de repente morreu a felicidade Quando a cabocla arrumou a sua mala Deu uma volta na sala e foi-se embora pra cidade
Saí correndo, fui seguindo o rastro dela Só alcancei lá na curva do estradão E perguntei com os olhos orvalhados Qual o motivo dessa triste decisão
Ela calada não me disse uma palavra Mas seu silêncio para mim falou mais alto Com o olhar de mulher aventureira Entrou numa jardineira e foi-se embora pro asfalto
De vez em quando agora sei certas notícias Da tal cabocla que quebrou sua pureza De mini saia e esmalte sobre as unhas Rosto pintado em um salão de beleza
Enquanto isso me entristeço aqui no mato Eu sei que um dia ela vai querer voltar Sou um caboclo, tenho vergonha na cara Em meu rancho de taquara não deixo mais ela entrar
Mas tenho medo que ela cruze o meu caminho Voltando aqui pra beber da minha água Porque a saudade da cabocla aventureira Tenho certeza, é bem maior que minha mágoa
Compositor: Aparecido Donizeti dos Santos (Donizete Santos) (ASSIM)Editor: Warner (UBC)Publicado em 2001 (26/Abr)ECAD verificado obra #2035041 e fonograma #3503 em 09/Abr/2024 com dados da UBEM