Põe tijolo, põe areia Faz São Paulo sem olheiras Retiraram do terreno O baldio do terreno Pé de café com pão Com manteiga, com poste da light e amor Cobertos de ouro e prata De outro dono de outra terra inata
Forasteiros de arco-íris Nos fizeram incolores Qual Babel falaram grego Cada um plantou um trigo Somos filhos de andarilhos De bastardos filhos dos confins De tarantelas, malaguenhas Fados, amados pais-manés, sim
Nascem nuvens da semente feitas do marrom Crescem luzes de repente feitas do lilás Vivem noites no poente feitas do azul celeste Morrem dias no acidente feitos do carmim
Temos medo! Temos medo! Temos medo! Temos medo Temos medo de ser Seu rei mandou dizer Pra todos se esconder
Somos tão partículas Mirados de um céu cinza, torvo Céu que vive procurando A chaminé do céu, e eu morro Que eu no Viaduto do Chá Mate as asas do suicídio meu! É um, é dois, é três, é já Está afundado o desvairismo!
Viva a garoa Viva a garoa Viva a garoa e o Sol e o Sol e o Sol e o Sol
Compositor: Desconhecido no ECADIntérprete: Cassio Roberto Gava (Cassio Gava) (ABRAMUS)Publicado em 2009 (12/Mai) e lançado em 1997ECAD verificado fonograma #1539634 em 12/Abr/2024 com dados da UBEM