Canoa de vela erguida, Que vens do Cais da Ribeira, Gaivota que anda perdida, Sem encontrar companheira.
O vento sopra nas fragas, O sol parece um morango, E o Tejo baila com as vagas, A ensaiar um fandango.
Canoa, conheces bem, Quando há norte pela proa, Quantas docas tem Lisboa, E as muralhas que ela tem.
Canoa, por onde vens? Se algum barco te abalroa, Nunca mais voltas ao cais, Nunca, nunca, nunca mais.
Canoa, de vela panda, Que vens da boca da barra, E trazes na aragem branda, Gemidos de uma guitarra.
Teu arrais prendeu a vela, E se adormeceu, deixá-lo, Agora, muita cautela, Não vá o mar acordá-lo.
Canoa, conheces bem, Quando há norte pela proa, Quantas docas tem Lisboa, E as muralhas que ela tem.
Canoa, por onde vens ? Se algum barco te abalroa, Nunca mais voltas ao cais, Nunca, nunca, nunca mais. Canoa, conheces bem, Quando há norte pela proa, Quantas docas tem Lisboa, E as muralhas que ela tem.
Canoa, por onde vens ? Se algum barco te abalroa, Nunca mais voltas ao cais, Nunca, nunca, nunca mais.
Compositor: Joaquim Frederico de Brito (SPA)Editor: Costa Pinto Edicoes Musicais Lda (SPA)Publicado em 2006 (21/Jun) e lançado em 2004 (01/Ago)ECAD verificado obra #28955 e fonograma #1090763 em 11/Abr/2024 com dados da UBEM