De um circo, eu sou o palhaço No rosto levo este traço Para alegrar a multidão
Mas é tudo fantasia É falsa a minha alegria É tudo, tudo ilusão
Ninguém sabe que meu rosto A tinta encobre um desgosto Que vive a me atormentar
E com a luz da ribalta Meu coração sente a falta De quem não me soube amar
Enquanto a platéia acha graça Dentro do peito a desgraça Vem logo me torturar
O riso sempre constante Faz-me esquecê-la um instante Mas volto logo a chorar
Se todos pudessem ver A razão do meu sofrer Não pensavam em gargalhar
E ao terminar a cena Dariam os lenços com pena Para o meu pranto enxugar.
Compositores: Frederico Augusto Breder, George Gomes (Carequinha) (SBACEM)Editor: Irmaos Vitale (SOCINPRO)Publicado em 2018 (18/Mai) e lançado em 1958 (31/Jan)ECAD verificado obra #230777 e fonograma #15593511 em 28/Out/2024