Lavadeira, lava a minha saudade, Na magia da tua melodia, Lava essa dor que anoitece o meu dia Só não laves a minha poesia.
Limpa de mim essa mágoa, Que deságua nos meus olhos, Como d’água brota um fio, Que rasga o chão, Se derrama como um rio.
Lava também minha vida, Estende ao sol pra renascer. Como as roupas estendidas Renascem em cores mais vivas, A minha vida vai florir de amor.
São nossas vidas marcadas De alegria e desenganos, Como as roupas desbotadas Pela poeira dos anos. Irmãs do mesmo destino, Vão levando o mesmo andor. Como as roupas desbotando Vão perdendo a cor, A vida vai Se dobrando à dor.
Lavadeira, lava a minha saudade, Na magia da tua melodia. Lava essa dor que anoitece o meu dia Só não lava a minha poesia.
Compositor: Joao Candido dos Santos Rodrigues (Candinho) (AMAR)ECAD verificado obra #1778152 em 13/Abr/2024