Naquele velho angico Corcomido e desfolhado Bem na beira do caminho Do lugar que eu fui criado Dois nomes num coração No tronco estão gravado
Eu gravei o nome dela Sabendo que era amado E ela gravou o meu Porque sabia que eu Era seu apaixonado
Com ela no pensamento Eu lavrava o duro chão E quando o sol despedia Pra esconder no espigão Eu encontrava com ela Sentindo grande emoção
No pé do velho angico Ouvia a nossa canção Da pombinha que cantava Parecendo que estava Sentindo a nossa paixão
O tempo foi se passando Nosso amor se evoluiu Mas um dia o destino Sem piedade nos traiu Uma cobra cascavel Nosso sonho destruiu
Pra vida da eternidade Minha amada despediu Ao perder quem eu queria Senti que minha alegria Com ela também partiu
Com meu coração ferido E os olhos marejando Na sombra do angiqueiro Nosso amor fui relembrando Com o cantar da pombinha Minha dor foi aumentando
Saí pelo mundo afora Com a dor me acompanhando Meu sofrimento é profundo Mas sei que no outro mundo Meu bem está me esperando
Compositores: Antonio Borges de Alvarenga (Cacique) (ABRAMUS), Jesus Belmiro Mariano (Jesus Belmiro) (SOCINPRO)Editor: Latino Editora Musical Ltda. (UBC)Administração: Warner Chappell Edicoes Musicais Ltda (UBC)ECAD verificado obra #25279 em 07/Abr/2024 com dados da UBEM