Cinzenta é a faca e a cor da louca vaidade Que leva cartola, madame, biscate Na busca da fama, fortuna e andor
Por isso meu canto revela vasta miséria Presente nos vãos dos viadutos
O brilho retrata toda a aparência humana E brinca com a massa carente, cigana Num bolo que falta açúcar e amor
Por isso meu canto penetra na cara daquela Parcela indecente de vagabundos
Videntes tentam prever o destino do brilho Mas dessa proeza vem o desatino E a violência dos homens sem lei
Na rua, viela, jardim, palácio, capela Se mata, se enterra, se come e se reza Com todo o brilho do trono do rei
Iluminação...
O certo é que nesse universo tão renegado Chega o recado que mostra o valor Força latente na voz do cantor
Que canta a magia da vida, corrida, sincera Fogosa, sem ouro, sem prata, sem vela Brilhante na luz do poder da visão
Compositores: Jorge Wanderley Santos de Araujo (Wanderley Araujo) (SICAM), Lailton Jose Santos de Araujo (Lailton Araujo) (SICAM)Publicado em 1992 (17/Mar) e lançado em 1992 (01/Mai)ECAD verificado obra #108811 e fonograma #445125 em 29/Out/2024 com dados da UBEM