Meu filho deixei na berlinda Peguei todo o ouro do cofre pra mim Levei a merenda da escola E o pão do balaio sozinho dei fim
Tomei todo o vinho da taça Fiz tudo pra ser importante Tirei ou joguei em desgraça A família em família do meu semelhante
Bebi toda a água do pote Levei meus irmãos ao flagelo Traí a confiança do amigo E fiz de areia meu próprio castelo
Menti pra ganhar os troféus Pensei em matar e matei Fugi do farol da verdade A felicidade com ouro comprei
Sou eu O bicho chamado de homem Que fala e imagina que pode Que pensa que sabe, acha que tem
Sou eu Que sou, mas não sei ser humano Que faz o que faz, mas esquece Que aos olhos de Deus não escapa ninguém
Subi na escada da vida Sem ver ou ouvir as pessoas que pisei Deixei as crianças na rua Dormindo no frio deste chão que sujei
Cravei o punhal da inveja Na costa indefesa de quem me ajudou Feri com ferrão do desprezo A carne e a alma de quem me amou
Pensei que eu fosse o maior Acima do bem e do mal Joguei meu espírito fora Na busca incessante do bem material
Tomei o lugar de Clarice Sorri vendo o Paulo chorar Segui na estrada invertida Que o mestre Jesus me ensinou caminhar
Sou eu O bicho chamado de homem Que fala e imagina que pode Que pensa que sabe, acha que tem
Sou eu Que sou, mas não sei ser humano Que faz o que faz, mas esquece Que aos olhos de Deus não escapa ninguém
Compositor: Ademir Rico (Ademyr Rico) (ABRAMUS)Publicado em 2013 (01/Jun) e lançado em 2013 (30/Jun)ECAD verificado obra #9982225 e fonograma #9209602 em 13/Abr/2024 com dados da UBEM