Aos poucos O dia vence a persiana A luz derrama no colchão Filetes feitos à navalha Cortantes como a solidão Em vão, Eu tento então cobrir as frestas Fingir que o tempo adoeceu E a única opção que resta É esse breu só meu e teu É esse breu Onde eu entrego Instantes órfãos de futuro Turva imagem em que eu misturo O que eu sou e o que eu queria ser Onde ninguém, Ninguém precisa escolher E a pressa perde as esporas Enquanto a culpa mingua do lado de fora
Mas não Parece até que o dia faz questão De entrar no quarto como um ladrão
Pra cometer o ato desumano:
Fazer com que pareça que é loucura Tentar abandonar a armadura
Que apelidamos de cotidiano
Postado por: Thiago Brandão
Compositor: Angela Silva Brandao (Angela Brandao) (AMAR)Publicado em 2007 (13/Set) e lançado em 2007 (15/Nov)ECAD verificado obra #3512284 e fonograma #1794256 em 07/Abr/2024