Sou um índio sertanejo o mais puro da nação É tão grande minha mágoa, poluíram minhas águas sem nenhuma punição Atacaram minha raça No lugar que tinha caça só se vê fogo e fumaça poluindo meu sertão Cadê minha siriema? Que cantava no sertão Meus passarinhos de cores, bem-te-vi e beija-flores morreram sem proteção Tem um tal de motosserra Desbravando minhas terras, o resto de minhas feras não sabe pra onde vão Minhas lojas têm riquezas Milhões em mimério puro Estão "rancando" e levando, estão renegociando pagando somente os juros É um grande disaforo Minhas montanhas de ouro é o meu maior tesouro e eu não tenho nem seguro Minha viola é de madeira Que tem um som natural Eu não achei outro jeito pra desabafar o peito, vocês não me leve a mal Se vocês soubesse um dia o quanto que custaria formar uma mataria vocês não cortava um pau Esse erro é muito grave nunca merece perdão Eu tenho um pressentimento quando for daqui uns tempo na mais nova geração As criancinhas futuras vão conhecer mata pura em um quadro de pintura num museu de exposição
Compositores: Joao de Freitas Machado (Joao de Freitas) (SICAM), Jose de Freitas Machado (UBC)Editor: Lene Producoes Eireli (ABRAMUS)Publicado em 2008 (04/Jul) e lançado em 2008 (01/Jul)ECAD verificado obra #2806464 e fonograma #1381253 em 04/Abr/2024 com dados da UBEM