Fiz tanta homenagem ao interior E ao trabalhador de alma gentil Os versos que fiz os colegas gravaram E se espalharam por este Brasil
E a saudade da minha terra Tornou-se um hino na voz do meu povo Porque quem deixou sua terra querida Embora alcançando sucesso na vida
Não há quem não queira revê-la de novo Quem é que esquece o campo, a cascata O lago a mata a pesca de anzol O gado pastando o capim do atalho
Molhado de orvalho brilhando ao sol E a gentileza daquele povo Que a todos dispensam o mesmo calor Eu gosto da vida também da cidade
E sei que existe a felicidade Mas deve ser filha do interior Nos bailes da roça eu sempre cantava Alguém que me amava chorava por mim
Depois eu dançava no grande terreiro Sentindo o cheiro da flor de jasmim E até hoje ainda sinto Aquele perfume pairando no ar
Me faz reviver a feliz mocidade É o perfume da doce saudade Que nada no mundo consegue apagar É quase um mistério a vida da gente
A luta da mente é quase que vã Aquilo em que hoje se vê naufragado Talvez será nada em nosso amanhã E a saudade da minha terra
Está em minha alma e em todo meu ser No palco da vida eu vou trabalhando Mas quando sentir a cortina fechando É na minha terra que quero morrer
Compositores: Almir de Mello (Almir) (SICAM), Gerson Coutinho da Silva (Goia) (UBC)Editor: Irmaos Vitale (SOCINPRO)ECAD verificado obra #18823 em 02/Abr/2024 com dados da UBEM