Se uma caneta cair neste instante aos seus pés E algum satélite a esmo essa imagem captar Tenha absoluta certeza de que amanhã ela vai figurar Nas páginas das redes sociais Em mil reprises nos telejornais Impressa em um flyer que você recebe num bar Ou na pilha de emails a encaminhar Mas depois - amanhã- nunca mais
Olhe bem Veja o degelo das calotas do desdém Que abriu pandora e agora Pode ser por mal ou ser por bem Planos pra depois do vendaval
Yes we can Suave na nave sem vacilo e sem vintém E não tem trave embora Agora o trem da história já partiu Ache a sua própria condução
Pois agulha nunca vai faltar Para injetar mais caos no caos Ou não
Olhe só O nanodesespero de voltar ao pó E a macroeconomia cheia de indecências cambiais Para engrandecer os campeões
Onde estou Arroba deus que me dê forças ponto com E até os fodidos da cabeça sabem recitar de cor Que de muito antes vem o nó
Mas enquanto o ocidente cai Ficam para nós questões vitais tais
Será que vai chover agora? Deitar ou dar um rolê lá fora? Trepar ou ver tv de peignoir?
Pra já ou no cartão sem juros? Com mel, gelo e limão ou puro? Comprar um novo apê ou um all star?
Compositores: Luiz Antonio Ferreira Braga Brandileone Filho (To Brandileone) (ABRAMUS), Vinicius Bertazzoni Calderoni (Vinicius Calderoni) (ABRAMUS)Editor: Capeezio Producoes (ABRAMUS)Publicado em 2011 (20/Jun) e lançado em 2011 (10/Set)ECAD verificado obra #4132178 e fonograma #2947974 em 01/Abr/2024